“Bonita é a poesia”

Eu prometi que pintaria a unha de azul mais vezes...e acreditei que teria uma rotina de cabelo e pele...Eu, que abandono os cursos pela metade, que  faço 30 coisas ao mesmo tempo, que gosto de doce e salgado e azedo e de fermentados...que amo São Luís, mas que me apaixono todos os dias pela estrada...que … Continue lendo “Bonita é a poesia”

100 viagens no tempo e a solidão da serpente

Para todos os autores que eu li na mesa da cozinha Ler os latinos sempre vai parecer que Nit tava certo sobre o mito do eterno retorno. Eu sempre retorno pras mesmíssimas sensações. Agora, lendo Garcia Marquez, voltei, como que atravessando um buraco de minhoca, praquele tempo em que língua bonita era essa em que … Continue lendo 100 viagens no tempo e a solidão da serpente

Frame de cinema ou Beatriz na voz do Milton

" A veces tan tristea veces muerta de risaA veces loca" Julio Cortázar 1 Uma personagem de Clarice que todo início de ano consulta a ginecologista, a reumatologista e faz terapia por seis meses. Em todas as cenas ela usa macacão jeans, o único que ainda cabe nas pernas roliças, seis kilos e alguns churros … Continue lendo Frame de cinema ou Beatriz na voz do Milton

Quando eu morava nas fotografias da National Geographic

Eu gosto de fotografar flores, insetos, musgos nas paredes. Quando eu era pequena, meus olhos eram que nem um microscópio: eu amava sentar diante dum vaso com terra, planta e catalogar os detalhes. Eu posso passar dias e dias olhando pro nada...é que nem quando a gente liga a tevê naqueles canais que mostram a … Continue lendo Quando eu morava nas fotografias da National Geographic

Um blues para 2019

Museu Se houvesse um museu De momentos Um inventário de instantes Um monumento Para eventos Que nunca aconteceram Se houvesse um arquivo de agoras Um catálogo de acasos (...) Se houvesse um depósito de detalhes (...) Ana Martins Marques É parte da beleza dela não estar exatamente aqui, uma sonhadora... The Blues ain't nothing but … Continue lendo Um blues para 2019

Em São Luís uma serpente dança ao som de Chet Baker

No dia em que as redes sociais anunciaram que a serpente da ilha acordou, ninguém reparou. Tinha um trompete ao fundo Ela swingava, se for possível dançar no salão sem pernas e ao som do romântico Chet Baker. Acordar de sonhos intranquilos um standard de jazz: era esse o plano afinal A ilha nunca foi … Continue lendo Em São Luís uma serpente dança ao som de Chet Baker

Chico Buarque para sonhadoras

O leite já tá derramado: os livros do mês ficaram lá naquela estante ao lado dos vinhos. Lembra que você sempre gostou de releituras?...ademais, depois de Budapeste, que livro do Chico Buarque te fez querer morar numa cidade-açafrão, numa Budapeste ocre? Pega o 'On the road' rabiscado, copia os trechos que tu grifou pra posteridade. … Continue lendo Chico Buarque para sonhadoras

Escrever não é uma escolha, “é intima ordem de comando”. (sobre escrita e desaparecimentos)

"Há episódios nessa vida ditados por uma discreta lei que nos escapa"Dr. Pasavento, de Enrique Vila-Matas Três autores me rondaram a última manhã de setembro em que choveu aqui no sertão. Quando eu digo que escrevo do sertão, não é por saber geograficamente, exatamente, a que parte cabe esse lado, é mais por ter de … Continue lendo Escrever não é uma escolha, “é intima ordem de comando”. (sobre escrita e desaparecimentos)