Quando eu morava nas fotografias da National Geographic

Eu gosto de fotografar flores, insetos, musgos nas paredes. Quando eu era pequena, meus olhos eram que nem um microscópio: eu amava sentar diante dum vaso com terra, planta e catalogar os detalhes. Eu posso passar dias e dias olhando pro nada...é que nem quando a gente liga a tevê naqueles canais que mostram a … Continue lendo Quando eu morava nas fotografias da National Geographic

Um blues para 2019

Museu Se houvesse um museu De momentos Um inventário de instantes Um monumento Para eventos Que nunca aconteceram Se houvesse um arquivo de agoras Um catálogo de acasos (...) Se houvesse um depósito de detalhes (...) Ana Martins Marques É parte da beleza dela não estar exatamente aqui, uma sonhadora... The Blues ain't nothing but … Continue lendo Um blues para 2019

Em São Luís uma serpente dança ao som de Chet Baker

No dia em que as redes sociais anunciaram que a serpente da ilha acordou, ninguém reparou. Tinha um trompete ao fundo Ela swingava, se for possível dançar no salão sem pernas e ao som do romântico Chet Baker. Acordar de sonhos intranquilos um standard de jazz: era esse o plano afinal A ilha nunca foi … Continue lendo Em São Luís uma serpente dança ao som de Chet Baker

Chico Buarque para sonhadoras

O leite já tá derramado: os livros do mês ficaram lá naquela estante ao lado dos vinhos. Lembra que você sempre gostou de releituras?...ademais, depois de Budapeste, que livro do Chico Buarque te fez querer morar numa cidade-açafrão, numa Budapeste ocre? Pega o 'On the road' rabiscado, copia os trechos que tu grifou pra posteridade. … Continue lendo Chico Buarque para sonhadoras

Escrever não é uma escolha, “é intima ordem de comando”. (sobre escrita e desaparecimentos)

"Há episódios nessa vida ditados por uma discreta lei que nos escapa"Dr. Pasavento, de Enrique Vila-Matas Três autores me rondaram a última manhã de setembro em que choveu aqui no sertão. Quando eu digo que escrevo do sertão, não é por saber geograficamente, exatamente, a que parte cabe esse lado, é mais por ter de … Continue lendo Escrever não é uma escolha, “é intima ordem de comando”. (sobre escrita e desaparecimentos)

Yellow jazz song, um solo do Coltrane para você

O sax do Coltrane toca um solo praqueles que avistam longe o amarelo na vida. Me disseram que você pode descer as escadas do centro de São Luís de muitos jeitos: pelo meio, se equilibrando entre tanta beleza; olhando pra cima pra enxergar melhor a moldura que é a beirada dos telhados encostando no céu; … Continue lendo Yellow jazz song, um solo do Coltrane para você

Abril despedaçado: álbum poético para obsessivos compulsivos

Eu comecei a apertar os dentes na metade de Abril. Assim, bem forte, como se houvesse um pedaço de rapadura entre eles. Só que não tinha nada. Nem era doce, mas era duro e foi piorando. Então eu fritava um bife, me virei para escolher uma música e esqueci de voltar. O bife ficou esturricado, … Continue lendo Abril despedaçado: álbum poético para obsessivos compulsivos