“…Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto”

Pode ser por pura distração, ou porque eu tenha medo de enxergar a realidade... Antes era a miopia. Para me maquiar eu precisava colocar os óculos, mas o pincel não alcançava as pálpebras. Então, num susto eu fiz uma cirurgia. Eu digo susto porque foi no piloto automático. Foi de todas, a coisa mais estranha … Continue lendo “…Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto”

Urucuzeiro

Na estrada favorita entre aqui e aí Onde os montões de areia se encontram pra dividir tiquira e camarão seco com limão e pimenta... As bocas do urucu jorram vermelho e pó de enfeitar terra de chão batido. Ah, como o Maranhão é bonito... Olhei o pé de corante lá no canto, Barriga com borboletinhas... … Continue lendo Urucuzeiro

Chá de alho – como nossos pais…

Não escrevi poesiaMas acho que chá de alho com gengibre e limão dizem muito sobre eu olhar meus pais fazerem isso por décadas e finalmente chegar o tempo em que não somente eu faço pra mim, como gosto. Nit  fala do "Mito do eterno retorno", o contexto é  outro, mas esse chá já me disse … Continue lendo Chá de alho – como nossos pais…

Eu moraria na voz da Mônica Salmaso

Massaud Moisés ao sol Eu costumo falar dum lugar que é o sertão, e aqui, conforme prefetizado por Antônio Conselheiro, ele virou mar. Não sei se março ou abril, mas a bola de pilates flutuava no meio da casa enquanto eu olhava pro jardim de inverno pra saber se ele iria virar um imenso aquário … Continue lendo Eu moraria na voz da Mônica Salmaso

O nascimento de Vênus: a ostra que somos bebe uma chávena de chá (Toca Moska de fundo)

Eu queria que vocês vissem a minha chávena de chá. Ela não foi escolhida, mas me escolheu. Não sei definir muito bem de que material é feita , mas tem uma alça de bambu e pode se estilhaçar caso você seja um artista temperamental desses que quebra coisas numa cena de filme noir. Ao lado … Continue lendo O nascimento de Vênus: a ostra que somos bebe uma chávena de chá (Toca Moska de fundo)

Para toda dor há um encontro: manifesto-poesia em tempos de flagelo

write hard and clear about what hurts (Ernest Hemingway) Meus traumas quando se trata de leitura obrigatória se resumem a provas cujo tema era Machado de Assis (eu não conseguia me sentir confortável em ter que ler Machado de Assis para responder a testes. Machado tem que ser deglutido lentamente ...tem que ser prazeroso. Ele … Continue lendo Para toda dor há um encontro: manifesto-poesia em tempos de flagelo

“Ah! bruta flor do querer Ah! bruta flor, bruta flor” 

A gente acha que vai gostar pra sempre daquele filme com a Sandra Bulock e, de repente, descobrimos que os programas de culinária são mais legais que o cinema e que o sofá e a tevê são melhores do que a venerada sala gelada com a tela grande. Daí acreditamos que vamos morar pra sempre … Continue lendo “Ah! bruta flor do querer Ah! bruta flor, bruta flor”