Existirmos, a que será que se destina?

Era um bumbum branco Talvez um corpo Uma cabeça de tubarão Ou uma bailarina Pq vinha na minha direção e tocou alguma dessas músicas eruditas de balé O sol ardia nos ombros O sorvete de caramelo pesava no bucho Eu não tinha uma pexera pra cortar esse bicho ao meio, o jeito seria, toda braba, … Continue lendo Existirmos, a que será que se destina?

Amor, palavra útil

Um céu de Van Gogh

WhatsApp Image 2018-03-25 at 23.29.07 Paz, palavra útil, poesia de Matilde Campilho em Jóquei

eu escrevi um poema triste pra Álvares de Azevedo

e depois enviei prum outro poeta que não estava nos livros didáticos, mas que dirigia uma associação de poetas que entendiam do amor e do amor pelo amor. Eu acho que não me expliquei, mas me pareceu que ele entenderia que não era o poeta, ou ele ter 21 anos e até ter morrido depois da queda de um cavalo, mas sim a poesia, o amor pelo amor, o tratamento dado ao amor. Eu era dada a gostar de amar o amor.

Estava lendo Matilde Campilho e lembrei de vc, Álvares

Não de vc, mas de mim quando eu gostava de como vc amava o amor
e de todas as coisas que eu fazia sozinha – pra comprovar que quando digo que tenho “um país só meu”, não é pra que essa…

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Urucuzeiro

Na estrada favorita entre aqui e aí Onde os montões de areia se encontram pra dividir tiquira e camarão seco com limão e pimenta... As bocas do urucu jorram vermelho e pó de enfeitar terra de chão batido. Ah, como o Maranhão é bonito... Olhei o pé de corante lá no canto, Barriga com borboletinhas... … Continue lendo Urucuzeiro

Eu moraria na voz da Mônica Salmaso

Massaud Moisés ao sol Eu costumo falar dum lugar que é o sertão, e aqui, conforme prefetizado por Antônio Conselheiro, ele virou mar. Não sei se março ou abril, mas a bola de pilates flutuava no meio da casa enquanto eu olhava pro jardim de inverno pra saber se ele iria virar um imenso aquário … Continue lendo Eu moraria na voz da Mônica Salmaso