Toda rua vira conto

Ruas que são que nem a serpente, o rabo termina no mar...a cabeça fica lá na rua do Giz... Se ela mexe, as pedras improvisam um reggae Se ela sacode, pulam de alguma página as personagens de Josué Montello...

Um Renoir para ver as meninas…

Um Renoir que eu só tinha visto num folheto enfiado por debaixo da minha porta (num anúncio de novos prédios na ponta d'areia)... Anos depois um Renoir enfeitava as páginas dum livro de literatura ao lado da poesia de Quintana... De repente, mais que de repente, aquele velho Renoir perto do meu nariz...dava pra sentir … Continuar lendo Um Renoir para ver as meninas…

Pulseirinha do reggae:”trança em mim cada fio de poema”

Eu não quero joia rara Não sou mulher de Vivara Meu diamante é colorido Dá pra usar na vida Dá pra ir pra praia Combina com a rasteira Orna com a ilha no meu rosto Não custa quase nada Não me é cara (Mas é a minha cara) E toca reggae enquanto isso Dá um … Continuar lendo Pulseirinha do reggae:”trança em mim cada fio de poema”

Óculos de Pessoa, óleo sobre tela

Quando eu pintei esses óculos, tinha vinte anos, muitas perguntas e um punhado de paixões... Eu adorava fazer pequenas coisas pros poetas que amava. A primeira paixão foi Aluísio de Azevedo. Eu tinha 15 e ele 21, ambos ultrarromânticos, ambos idealistas, saudosistas e fracos pra gripe. Fez sentido nos encontrarmos. Fiz uma poesia, registrei e … Continuar lendo Óculos de Pessoa, óleo sobre tela