No fim da foto um horizonte

A literatura a sério

Como sofro e me aborreço acabo sendo bastante divertida,
às vezes represento situações,
a mulher compreensiva, o homem triste;
como não tenho senso de oportunidade,
posso interromper a melhor cena de amor,
e para que ninguém duvide de minha inteligência,
me ocupo de problemas quase ridículos.

Rodeada de gente que espera coisas da vida
ou pratica a tragédia,
minhas explosões de júbilo são bastante frequentes,
e como me presenteio com horizontes, colheres que esvaziam meu coração,
quase sempre estou triste,
por isso minha alegria é digna de se ver.

Juana Bignozzi, poema traduzido por Estela Rosa (extraído do Médium)

Poemas publicados em 1967 no livro “Mujer de certo orden”.


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