Chão de terra batida

Um solo da havaiana de tira azul arrastando o barro por debaixo dos meus pés…

É puro baião

Com queijo coalho, feijão verde e pimenta de cheiro

Esse cheiro de chuva que vem acolá

Que inventa tornado

Sendo que a única Hilda Hilst Furacão que passou por aqui foi aquele livro vermelho comprado em Recife… O vento da saia de chita abanando o suor que cai por entre as pernas…

Ser Maranhense é pouco isso, um pouco aquilo…lavar os pés, um dos outros, todos os dias…

Amar a música desse solo

O arrasta arrasta

Do barro no peito

Das mãos no Mato

Da saia no corpo

Da boina no cabelo

Do riso por dentro riscando todos os órgãos…

que

toca

pra

toda comunidade ouvir.

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