Todo dia ela faz tudo sempre diferente: meio amorzinho, meio sonolenta…dispersa e braba

Lavou aquelas colheres como se fossem as últimas…mas não eram. Brota louça no meio do domingo, como brota a voz da Salmaso no meio da sala, como aparece a saudade de ouvir Milton cantar, como surge, do vento, a vontade de não jogar o potinho de tempero industrializado fora…pq potes viram porta-alguma-coisa…basta estalar os dedos e pá pá pá pá rááaaa…
Um bicho do avesso… como ela que nada contra a corrente, como estica a cabeça e encosta no vidro pra saber se é samba mesmo que os vizinhos ouvem…
A Elizabeth é a Benett mais querida…assim como a xícara dos 34 anos de casada de uma amiga cujo casamento acabou, mas ficaram as louças. Algumas foram aos chão, outras eu abracei.
Cocadinha de forno é o novo ” eu te amo”…com café preto e chão da casa varrido.

4 comentários em “Todo dia ela faz tudo sempre diferente: meio amorzinho, meio sonolenta…dispersa e braba

  1. Uau… me lembrou das xícaras da nonna. Porcelana não sei de onde, presente de casamento e usada para festejar as bodas. Cada ano que passava, se quebrava uma e eu ria. Vai sobrar apenas uma e vai ser guardada para sempre. Não deu outra. rs
    Amei o copo com talheres, desafiou a gravidade. Fosse comigo, caia tudo. rs
    bacio

    Curtido por 1 pessoa

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