Em São Luís uma serpente dança ao som de Chet Baker

No dia em que as redes sociais anunciaram que a serpente da ilha acordou, ninguém reparou.

Tinha um trompete ao fundo

Ela swingava, se for possível dançar no salão sem pernas e ao som do romântico Chet Baker.

Acordar de sonhos intranquilos um standard de jazz: era esse o plano afinal

A ilha nunca foi feita pra’fundar

Desde o princípio, ainda que coberta por todos aqueles túneis, histórias e casario…

a despeito de tudo que pregam os feeds, ela era a mais bonita das serpentes, cuja aparência é excêntrica e infotografável

“Your looks are laughable
Unphotographable”

Toca Chet Baker

Enquanto isso, por detrás daquele azul

A funny serpente valentine

se enrosca no poeta

…do mesmo jeito que Chet e seu trompete:

“Chet inclina a cabeça para seu instrumento”

“Chet repousa no chão junto ao seu trompete”

Ao final, a frase mil vezes repetida, que fez a serpente balançar a ilha:

“yet your my favorite work of art

(Lendo essa semana sobre caminhos e processos que levam à escrita;Revendo Paterson mil vezes;Adicionando fotos na pasta “Música”, do pinterest…percebendo que há beleza em ser “infotografável, pq excêntrica”…e finalmente a fic sobre a Serpente que mora nos túneis da ilha…)