Pulseirinha do reggae:”trança em mim cada fio de poema”

Eu não quero joia rara
Não sou mulher de Vivara
Meu diamante é colorido
Dá pra usar na vida
Dá pra ir pra praia
Combina com a rasteira
Orna com a ilha no meu rosto
Não custa quase nada
Não me é cara
(Mas é a minha cara)
E toca reggae enquanto isso
Dá um nó, é mais uma amarra,
Aperta o pulso que perde o fôlego
Sou eu e minha pressão baixa
É Tanta beleza que a gente desmaia
Me visto da pulseirinhas do reggae que é pra comer bolo, tomar café de garrafa,
Trança em mim cada fio de poema
Que eu sou feita das coisas simples
(Isso e aquele anel de tucum)
Porque o meu tempo acontece entre as banquinhas de miçangas e os vestidos de chita
É lá que eu quero ser bonita
Saber poesia não me basta (Poesia de rodoviária, março de 2019)

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