Um trio com Duke Ellington

Todas as coincidências do planeta convergem nesse momento. Chove tudo que não choveu em 2016 nesse dois mil e dezenove - e a chuva é minha permissão para a melancolia-; além disso, eu vou menstruar e o Dr Jekyll and Mr Hyde, a bela e a fera, ou todas as personas numa só...meus heterônimos, em … Continue lendo Um trio com Duke Ellington

Te vejo no meio do mapa

Um quarto Jane Austen Para ler as irmãs Bronte E reproduzir as cores de Van Gogh Ao passo que Tom e Monk dividem o piano (Sentados na beirada da cama) Porque sobre o banquinho eu descanso meus tornozelos fibromialgicos. Todo artista tem algum reumatismo Se não é nas juntas É no peito Doi muito por … Continue lendo Te vejo no meio do mapa

Pulseirinha do reggae:”trança em mim cada fio de poema”

Eu não quero joia rara Não sou mulher de Vivara Meu diamante é colorido Dá pra usar na vida Dá pra ir pra praia Combina com a rasteira Orna com a ilha no meu rosto Não custa quase nada Não me é cara (Mas é a minha cara) E toca reggae enquanto isso Dá um … Continue lendo Pulseirinha do reggae:”trança em mim cada fio de poema”

Óculos de Pessoa, óleo sobre tela

Quando eu pintei esses óculos, tinha vinte anos, muitas perguntas e um punhado de paixões... Eu adorava fazer pequenas coisas pros poetas que amava. A primeira paixão foi Aluísio de Azevedo. Eu tinha 15 e ele 21, ambos ultrarromânticos, ambos idealistas, saudosistas e fracos pra gripe. Fez sentido nos encontrarmos. Fiz uma poesia, registrei e … Continue lendo Óculos de Pessoa, óleo sobre tela