Um poema Matilde

Como eu queria poder escrever

do jeito da Matilde Campilho

e com um sotaque português.

E como eu sei que ainda não amadureci o suficiente? Ainda não moro no fado do Porto, não tolero bacalhau e nunca mais sonhei com Sintra (mas besunto as mãos com azeite e raminhos de alecrim)
Como eu queria escrever é como eu costumo viver, pisando relaxadamente em poças d’agua torcendo pra que numa delas boie alguma folha fazendo desenhos dentro do rastro…
O próximo feriado eu vou alugar um versinho de veraneio cuja janela dê pra um poema da Matilde…
Como eu queria escrever é como a Matilde recorta tudo na vida e bota no papel…
Mas ser, ser eu queria ser eu, tooodo o tempo, assim, sem passar a roupa e café preto no meio da tarde.

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