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Atravessar a ponte do São Francisco enquanto toca Djavan: “Mar, com você qualquer fundura dá…”

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Brooklyn Bridge, outubro de 2018

O problema da Brooklyn Bridge é que ela não é a ponte do São Francisco. Ela não atravessa esse rio, que é mar e dela não se pode ver a silhueta dessa moça linda que é São Luís. Mas para a Brooklyn Bridge eu desejo mesmo que pelo menos alguém a atravesse (ou seja atravessado por ela) para além de poses e fotos, porque a ponte do São Francisco é tão densa, ainda que suspensa, que assume uma persona. De modo que talvez não existam hashtags para ela, mas, bem mais que isso, ela é parte das pessoas cuja vida não é indelével.

Benditos os que atravessam a Beira Mar e, num paradoxo, nunca estão na superfície ou na beira de tudo. Benditos os que se afogam simbolicamente nesse e em tantos outros trechos. O que enriquece uma vida é sentido que se dá a ela e pra isso a existência precisa ser maior do que delírio coletivo.


Brooklyn Bridge, outubro de 2018
Ponte do São Francisco, Beira Mar – Ilha de São Luís no Maranhão.

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