Com tempero e com afeto…

O porta temperos é uma gavetinha de um móvel que já morou no Pará, era da vó materna. Cheira as férias de julho, cheira pupunha com café preto, cheira as calçadas largas em que a gente andava de bicicleta e tentava dar a volta no quarteirão sem que nossos tios dessem por nós. É, portanto, … Continuar lendo Com tempero e com afeto…

Esta é uma canção: o rio-Piaf encontra o mar-Djavan quando o céu brinca de misturar cores

"Essa cor não sai de mim Bate e finca pé" (Azul, Djavan) "Je vois la vie en rose" (Piaf) Piaf cantou que a vida é rosa, na rodoviária de Bacabal Djavan comprava cúrcuma na feira ali perto, esperava preparar uma infusão dessas que promete desinflamar corações Ambos se encontram no espaço-tempo das canções e as … Continuar lendo Esta é uma canção: o rio-Piaf encontra o mar-Djavan quando o céu brinca de misturar cores

“Quem me dera colidir com seu planeta”

São Luís a partir da Praça Gonçalves Dias Para ler enquanto ouve Satélite Bar, do Celso Fonseca Nessa ponte em que "as mensagens são mais claras " toca Celso Fonseca, um disco para a chuva. Pra aquecer, uma tiquira, um poema de Celso Borges, caminhar na Beira Mar, escorregar por ali até o boqueirão, dar … Continuar lendo “Quem me dera colidir com seu planeta”

Restaurante Imaginário Piaba com Farinha

A cozinha desse restaurante abriu. Ela é democrática, uma miscelânea. E é reflexo de uma família afrontosa, dada à curiosidade e que se apaixona pela cozinha alheia. Uma paraense dançadora de carimbó e um maranhense que compra cedês de música brega têm mais curiosidade para o mundo que muita gente que eu conheço. E foi … Continuar lendo Restaurante Imaginário Piaba com Farinha

Atravessar a ponte do São Francisco enquanto toca Djavan: “Mar, com você qualquer fundura dá…”

Brooklyn Bridge, outubro de 2018O problema da Brooklyn Bridge é que ela não é a ponte do São Francisco. Ela não atravessa esse rio, que é mar e dela não se pode ver a silhueta dessa moça linda que é São Luís. Mas para a Brooklyn Bridge eu desejo mesmo que pelo menos alguém a atravesse … Continuar lendo Atravessar a ponte do São Francisco enquanto toca Djavan: “Mar, com você qualquer fundura dá…”

Um aperitivo: “Menino apaixonado, 1981”

Eu gosto de viagens no tempo e livrar a casa de cupins numa quarta puro ócio pode proporcionar esse atravessamento. No final do buraco de minhoca volto a 1981, o dia em que meu pai, num postal, assina "menino apaixonado". Num salto, dentro de diários antigos, me encontro com meus cachos e as letras apressadas … Continuar lendo Um aperitivo: “Menino apaixonado, 1981”