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“As time goes by” e (de algum modo) eu sempre terei São Paulo

(Esse texto apressado nasceu assim: da janela do hotel eu vi a luz do sol atravessar os prédios. Essa é a única ideia de São Paulo que eu tenho. O que eu já sabia foi suficiente pra que entre tantos lugares eu sempre desejasse conhecer a cidade que, dizem, é cinza. O que eu olhei mesmo foi aquele amarelo tomando as brechas e os prédios que quase não deixam o céu começar. Eu só teria umas 12h e decidi que ficaria no hotel. Não queria que São Paulo fosse como um café pequeno…A minha janela era bem no alto e meu coração a essa altura já disparava por outro lugar. Eu não cometeria esse adultério bem ali…peguei meu caderno e tomei nota)

Eu sempre atravessei ligeira por São Paulo, sempre…mas isso nunca me inquietou porque eu acho que ainda teremos o nosso tempo.
Quis conhecer São Paulo desde que Caetano cantou na vitrola da sala lá de casa que ‘alguma coisa acontecia no coração dele’ e eu, que sou quem tem o coração mais cheio de coisas acontecendo, não só achei genial essa primeira frase, como também quis esse sentimento pra mim…

Mas foi quando ele disse que ela era “o avesso do avesso do avesso do avesso” é que fui arrebatada por esse trecho que sempre tomou forma em mim…
(Mas eu não tenho pressa…)
Teremos o nosso tempo
E eu sei que vou achar também todo amor que o Criolo disse que não existe por lá…
E de alguma forma verei a semana de arte moderna, que só conheci nos livros da escola, em algum muro, no modo com a cidade se veste, no jeito como o sol cai e se esbeira por entre esses prédios…
Ela tem um jeito diferente de se organizar, de se mostrar viva…foi mais Capitu pra mim (me arrastando pra dentro do mistério que ela ainda é) do que eu achei que seria pra ela com meus olhos curiosos, ciganos, oblíquos e dissimulados…
Atravesso rápido como tem que ser …Mas um dia ainda teremos uma a outra!
#AlgumaCoisaAconteceNoMeu❤

4 comentários em ““As time goes by” e (de algum modo) eu sempre terei São Paulo

  1. “… eu vi a luz do sol atravessar os prédios. Essa é a única ideia de São Paulo que eu tenho.” Bom, nem tudo é ou está a contento, nem mesmo aqui onde não há prédios-espeto, o cinza não se admite, nem cinzas a não ser do crematório mais próximo que fica na capital -, enfim, com o advento cada vez mais avassalador da migração, esta aldeia ficou sinônimo de silêncio, propícia para pessoas cansadas. Venha passar uns dias por cá, recebemos com um sorriso em cada canto da boca e dos olhos.

    Um abraço, e obrigado pela visita ao Uaíma. Bela página é este “Um céu de van Gogh”.
    Darlan M Cunha

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