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Aprenda-me: a mad tea party

Primeiro eu assisti ao desenho da Disney na tevê; depois, no teatro, novamente a menina loira de vestido rodado azul perseguia (exatamente como eu faria) um coelho branco que repetia estar atrasado arrancando um relógio do bolso. Então eu li o livro e, aos dez anos de idade, na biblioteca pública da cidade, afirmei pra todo mundo ter visto o gato sorridente da história. Verdade ou imaginação?
Em 2006 comecei um blogue: “O Chá da Alice”. Ele teve a duração de um sonho e registrou toda nonsense dos meus dias.
Quanto tempo a fantasia, a imaginação, a poesia devem durar para que depois as intempéries tenham seu lugar? São a poesia, as “mad tea parties”, os gatos que desaparecem um escapismo bobo?
De que modo reagimos e vivemos o mundo? Quem dita como isso deve acontecer? Quem permite que tomemos nossos cafés em xícaras loucas e vejamos céus e estrelas de pintores que absorviam a vida de um jeito tão diferente dos demais?
Esses dias têm sido muito loucos…poderia ser um sonho ruim, mas não é. Tudo para que se ousou dizer que “é ficção”, está tão tátil como quando a pequena Alice, incrédula, aceitou o convite “Drink me” e mudou de forma.
Há muito tempo eu sabia que um dia o mundo iria exigir de mim firmeza. Para quem viu Alice desde pequena, para quem ousaria perseguir um coelho branco falante, para quem acredita nos sonhos mais sonhos e para quem VIU, na própria vida, o que muitos julgam impossível ser real, Sim, para mim há mais possibilidades. É mais difícil quando todo mundo se une pra apontar. Nisso todo mundo é igual. Todos se apressam para afirmar que sabem de tudo, que sabem de ti e te dão um rótulo. Nisso todo mundo pode ser como a Rainha Vermelha:”corta a cabeça dela!!!”. Difícil é diante dessa rainha que todos podemos ser, diante de um “corta a cabeça”, ser fiel aos seus princípios. Porque ninguém se entende, mas acha que entende do outro.

No final, há de se acordar do sonho? O que é real o que é inventado?
No fim, fico com a máxima da Bíblia “a sabedoria é mostrada justa por suas obras”. 🍁🍂😊🌻

2 comentários em “Aprenda-me: a mad tea party

  1. Brinco de Pérola,

    O Nietzsche dizia que se pudéssemos de alguma forma controlar as nossas horas de sono — suponhamos: 12h de vigília, 12h a dormir — não saberíamos ao certo o que era realidade e o que era fantasia. Um sujeito que fosse rei acordado e mendigo durante os sonhos, ainda segundo Nietzsche, viveria atormentado pela dúvida. Se temos um abrigo seguro, podemos ser o que quisermos; mesmo que aos olhos de outros pareçamos um bocadinho deslocados. Mas quem liga?

    P.

    Curtido por 1 pessoa

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