Esse filme não é um texto autobiográfico: qual o cheiro da sua vida?

" o cômodo cheirava a muro úmido, mais que o resto da casa" (A história do novo sobrenome, Elena Ferrante) O que nasceu primeiro em mim? A percepção das cores, dos sons, dos cheiros, ou afundar com a ponta do indicador os pequenos musgos no muro do quintal da minha vó? Eu era uma versão … Continuar lendo Esse filme não é um texto autobiográfico: qual o cheiro da sua vida?

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O Maranhense é, antes de tudo, um forte ou Poema do Mearim:o rio que me atravessa

Um céu que escorre na vista como se fosse um rioAcolá, uma nuvem que banha, esparrosa e nua. uma lua com sotaque caipira Nas bordas, as folhas dum poema de Whitman que diz:"O Captain! My Captain!" Mas aqui nada morreNo Maranhão a gente resiste,mais duros que o chão vermelho, atravessando as fissuras.E todo final de … Continuar lendo O Maranhense é, antes de tudo, um forte ou Poema do Mearim:o rio que me atravessa

Sociedade Literária dos girassóis, rosas mortas, todos os Caetanos e grãos de café

"Aquele que considera" a saudadeUma mera contraluz que vemDo que deixou pra trásNão, esse só desfaz o signoE a "rosa também"Jenipapo Absoluto, Caetano Veloso Olívia, não é que não haja alguém  com quem eu possa conversar, mas foram sete anos juntas e já dispensávamos um tanto de coisas. Esse é o grande trabalho da intimidade … Continuar lendo Sociedade Literária dos girassóis, rosas mortas, todos os Caetanos e grãos de café

“As time goes by” e (de algum modo) eu sempre terei São Paulo

(Esse texto apressado nasceu assim: da janela do hotel eu vi a luz do sol atravessar os prédios. Essa é a única ideia de São Paulo que eu tenho. O que eu já sabia foi suficiente pra que entre tantos lugares eu sempre desejasse conhecer a cidade que, dizem, é cinza. O que eu olhei … Continuar lendo “As time goes by” e (de algum modo) eu sempre terei São Paulo

Para Olívia, minha amiga genial

"A memória do dia em que O teu cão morreu E entendeste que a roupa da vida não para de encolher Há - de ser revisitada Até servir De tecto ao coração. (...) " Trecho, Vasco Gato Minha corajosa, impetuosa, curiosa, comedora de cabeça de camaleão, encrenqueira e destruidora de quintais...Minha Olívia para sempre...Ah, eu … Continuar lendo Para Olívia, minha amiga genial

Aprenda-me: a mad tea party

Primeiro eu assisti ao desenho da Disney na tevê; depois, no teatro, novamente a menina loira de vestido rodado azul perseguia (exatamente como eu faria) um coelho branco que repetia estar atrasado arrancando um relógio do bolso. Então eu li o livro e, aos dez anos de idade, na biblioteca pública da cidade, afirmei pra … Continuar lendo Aprenda-me: a mad tea party