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Meu nome no blues é “Curly Mama Jones”

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As férias no inverno de 1968 no Mississipi.

Tinha um teleférico lá, um parque abandonado no meio do velho oeste, uns caras tocavam gaita, bebiam a água suja do oeste enquanto um grupo de ‘rebeldes’ escrevia poesia marginal…
Ou
era a gente no Beto Carreiro, quando eu vi montanhas de verdade pela primeira vez… e escrevi um e-mail de dentro duma “lan-house” enquanto os tios almoçavam naquela praia dos pinguins. Eu lembro que o caminho era cheio de araucárias (que nem as que eu tinha visto nos livros da escola), mas eu achei bonito mesmo o verde-musgo, o cinza e o azul-picasso que vinham daquela floresta. Eu lembro de ter dito que foram as férias mais legais, mal sabia eu que muitas outras cores atravessariam a minha vida. 
Eu era só uma menina acostumada ao amarelo-ocre, aos troncos retorcidos, à vegetação rasteira e sucumbi às montanhas: eu nunca vi poesia tão alta.

(esse texto é mais antigo que esse casaco rosa de “Um amor pra recordar”, mais antigo que os cachos que davam no ombro e mais antigo que a preguiça que eu tenho de tirar a cutícula. Afinal, era 1968…)

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