Poema-Ilha

Sabe como é... (sabes mesmo como é?) é que quando o poema fala "ilha" eu Entendo essa ilha de cá Não essa que passa nos jornais, não essa em que as pessoas só estão de passagem quando vão àquele enorme deserto albino Essa aqui, essa que me faz cruzar toda a rua Grande só pra … Continuar lendo Poema-Ilha

Amor, palavra útil

eu escrevi um poema triste pra Álvares de Azevedo e depois enviei prum outro poeta que não estava nos livros didáticos, mas que dirigia uma associação de poetas que entendiam do amor e do amor pelo amor. Eu acho que não me expliquei, mas me pareceu que ele entenderia que não era o poeta, ou … Continuar lendo Amor, palavra útil

Back to the old house

Boys meets girls en la biblioteca. Tus ojos eran tan cómplices, se diría que habíamos escrito juntos todos esos libros. Una única tarde podía llevarnos más allá de los barcos, era fácil olvidar que allí fuera hubo apenas una ciudad pequeña con el invierno en los cristales. Los libros permanecen donde los abandonamos, pero el … Continuar lendo Back to the old house

“é preciso ler Baudelaire/ é preciso colher as flores/ de que falam velhos autores.” Drummond

Vens tu do céu profundo ou sais do precipício, Beleza? Teu olhar, divino mas daninho, Confusamente verte o bem e o malefício, E pode-se por isso comparar-te ao vinho. (Baudelaire) Morei 26 anos numa casa sem quintal e por todo esse tempo nunca soube o que era a beleza das tardes num quintal depois da … Continuar lendo “é preciso ler Baudelaire/ é preciso colher as flores/ de que falam velhos autores.” Drummond

Para Fevereiro, esse intrépido Lord Byron.

Todo dia primeiro eu amanheço Arbitrária /como o signo linguístico/ Morando em Março Mas com saudades apertadas de fevereiro. Não tocou um bolero sequer e nem vi o Daniel Day Lewis no cinema antes de se aposentar... Eu só vivi nas beiradas de todos os poemas que li para cada dia - e foram 28. … Continuar lendo Para Fevereiro, esse intrépido Lord Byron.