“Take me out tonight” (porque chove lá fora)

Faz uns dois anos.
Faz dois anos que choveu a última vez e a chuva ficou o tempo necessário pras mangas encharcarem os quintais. Faz dois anos que meti o pé na lama encantada com umas árvores diferentes que a gente achou no meio do mato.
Então veio o sertão, o agreste, a terra amarela, ora dura, ora solta…faltou leite, o caju não rendeu, a paisagem verdejante ficou amarela e vermelha. (Uma beleza sem igual também.) Mas eu senti falta da chuva.. Senti falta do vento frio que faz de tudo isso aqui a nossa Europa particular. É um jeito diferente de estar numa biblioteca no meio da Escócia pesquisando poesias celtas ou de estar num café em Praga lendo Proust.
Mas hoje choveu. Foi uma correria louca porque fazia dois anos que a xícara favorita, o café, o livro, o filme e o agasalho esperavam por essa chuva, por esse cheiro que brota da terra…por essa sensação invernesca. Na hora só deu tempo de ir pra janela e aproveitar cada pedaço sinestesico dessa poesia: a chuva.
A música que tocava de fundo? Eu prometo que era “There’s a Light that Neves goes out” (the Smiths)
É, foi lindo.

1 comentário Adicione o seu

  1. Lunna Guedes disse:

    Senti o cheiro do chão molhado, ouvi a chuva no telhado e corri para a janela. Preciso de dias assim, me empresta os seus?

    bacio

    Curtido por 1 pessoa

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