Volvi os olhos para esse trecho de Pessoa: o banal é o cerne da poesia.

"Descendo hoje a Rua Nova do Almada, reparei de repente nas costas do homem que a descia adiante de mim. Eram as costas vulgares de um homem qualquer, o casaco de um fato modesto num dorso de transeunte ocasional. Levava uma pasta velha debaixo do braço esquerdo, e punha no chão, no ritmo de andando, … Continue lendo Volvi os olhos para esse trecho de Pessoa: o banal é o cerne da poesia.

Um livro que é um lugar de descanso

Faz uns dias (32 anos, na verdade) que eu tô tipo aquele trecho do poema do heterônimo favorito (Álvaro de Campos/Fernando Pessoa):"mais variada que uma multidão de acaso". Na leitura e na escrita isso vem acontecendo com mais frequência: Septuaginta, Livro de Daniel, Preconceito linguístico (Marcos Bagno), Prólogo de um Prólogo e prólogos (Borges), Valter … Continue lendo Um livro que é um lugar de descanso

Todas as vezes em que eu reli a Patti Smith eu desejei morar nos anos 70.

As cartas de Van Gogh ao seu irmão Théo fazem companhia ao meu Valter Hugo Mãe. Enquanto isso, eu releio vez em vento um livro que li a primeira vez lá pelos idos de 2014. Eu sei quando vou precisar retornar a um livro. Eu amo reler. Essa é a verdade. Às vezes ocorre de … Continue lendo Todas as vezes em que eu reli a Patti Smith eu desejei morar nos anos 70.