Abraço no Tempo

(Baladinha do Zeca Baleiro ao fundo)

“Minha cara, minha Carolina
A saudade ainda vai bater no teto
Até um canalha precisa de afeto
Dor não cura com penicilina”

Em algum lugar da estante ou da caixa em que empilhei meus livros –lá na casa da minha mãe–, no mesmo sótão (testemunha de linhas, cores, colagens e nostalgias em todas as idades e texturas)…por lá anda “O livro dos abraços”, do Eduardo Galeano.

Mesmo longe, os (a)braços gigantes me alcançaram num outro excerto de Galeano que li por acaso num blogue. Sempre existe um trecho do Eduardo Galeano para explicar o “quando”:
Quando entrei na lojinha de discos e rejeitei o novo disco da Vanessa da Mata;

Quando parei de ouvir os até então meus álbuns favoritos;

•Quando passei a absorver os ruídos e sons alheios da fala de gente comum (meus vizinhos, amigos…as crianças do bairro);

Quando me desliguei da realidade virtual quase que completamente pra sair por aí tomando café na casa de todo mundo e provando cuscuz de arroz;

Quando descobri o que significa “curtir” (de verdade);

Quando doei e encaixotei meus livros — os lidos, os nunca lidos e os que nunca serão;

Pra todo “quando” um Eduardo Galeano:

O tempo passou e descobri outras maneiras de me aprofundar na realidade“.(Galeano)

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