Chico Buarque para sonhadoras

O leite já tá derramado: os livros do mês ficaram lá naquela estante ao lado dos vinhos. Lembra que você sempre gostou de releituras?...ademais, depois de Budapeste, que livro do Chico Buarque te fez querer morar numa cidade-açafrão, numa Budapeste ocre? Pega o 'On the road' rabiscado, copia os trechos que tu grifou pra posteridade. … Continuar lendo Chico Buarque para sonhadoras

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Escrever não é uma escolha, “é intima ordem de comando”. (sobre escrita e desaparecimentos)

"Há episódios nessa vida ditados por uma discreta lei que nos escapa"Dr. Pasavento, de Enrique Vila-Matas Três autores me rondaram a última manhã de setembro em que choveu aqui no sertão. Quando eu digo que escrevo do sertão, não é por saber geograficamente, exatamente, a que parte cabe esse lado, é mais por ter de … Continuar lendo Escrever não é uma escolha, “é intima ordem de comando”. (sobre escrita e desaparecimentos)

Yellow jazz song, um solo do Coltrane para você

O sax do Coltrane toca um solo praqueles que avistam longe o amarelo na vida. Me disseram que você pode descer as escadas do centro de São Luís de muitos jeitos: pelo meio, se equilibrando entre tanta beleza; olhando pra cima pra enxergar melhor a moldura que é a beirada dos telhados encostando no céu; … Continuar lendo Yellow jazz song, um solo do Coltrane para você

Abril despedaçado: álbum poético para obsessivos compulsivos

Eu comecei a apertar os dentes na metade de Abril. Assim, bem forte, como se houvesse um pedaço de rapadura entre eles. Só que não tinha nada. Nem era doce, mas era duro e foi piorando. Então eu fritava um bife, me virei para escolher uma música e esqueci de voltar. O bife ficou esturricado, … Continuar lendo Abril despedaçado: álbum poético para obsessivos compulsivos