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Esta é uma canção: o rio-Piaf encontra o mar-Djavan quando o céu brinca de misturar cores

"Essa cor não sai de mim Bate e finca pé" (Azul, Djavan) "Je vois la vie en rose" (Piaf) Piaf cantou que a vida é rosa, na rodoviária de Bacabal Djavan comprava cúrcuma na feira ali perto, esperava preparar uma infusão dessas que promete desinflamar corações Ambos se encontram no espaço-tempo das canções e as… Continuar lendo Esta é uma canção: o rio-Piaf encontra o mar-Djavan quando o céu brinca de misturar cores

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“Quem me dera colidir com seu planeta”

São Luís a partir da Praça Gonçalves Dias Para ler enquanto ouve Satélite Bar, do Celso Fonseca Nessa ponte em que "as mensagens são mais claras " toca Celso Fonseca, um disco para a chuva. Pra aquecer, uma tiquira, um poema de Celso Borges, caminhar na Beira Mar, escorregar por ali até o boqueirão, dar… Continuar lendo “Quem me dera colidir com seu planeta”

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Restaurante Imaginário Piaba com Farinha

A cozinha desse restaurante abriu. Ela é democrática, uma miscelânea. E é reflexo de uma família afrontosa, dada à curiosidade e que se apaixona pela cozinha alheia. Uma paraense dançadora de carimbó e um maranhense que compra cedês de música brega têm mais curiosidade para o mundo que muita gente que eu conheço. E foi… Continuar lendo Restaurante Imaginário Piaba com Farinha

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Atravessar a ponte do São Francisco enquanto toca Djavan: “Mar, com você qualquer fundura dá…”

Brooklyn Bridge, outubro de 2018O problema da Brooklyn Bridge é que ela não é a ponte do São Francisco. Ela não atravessa esse rio, que é mar e dela não se pode ver a silhueta dessa moça linda que é São Luís. Mas para a Brooklyn Bridge eu desejo mesmo que pelo menos alguém a atravesse… Continuar lendo Atravessar a ponte do São Francisco enquanto toca Djavan: “Mar, com você qualquer fundura dá…”

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Um aperitivo: “Menino apaixonado, 1981”

Eu gosto de viagens no tempo e livrar a casa de cupins numa quarta puro ócio pode proporcionar esse atravessamento. No final do buraco de minhoca volto a 1981, o dia em que meu pai, num postal, assina "menino apaixonado". Num salto, dentro de diários antigos, me encontro com meus cachos e as letras apressadas… Continuar lendo Um aperitivo: “Menino apaixonado, 1981”

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Esse filme não é um texto autobiográfico: qual o cheiro da sua vida?

" o cômodo cheirava a muro úmido, mais que o resto da casa" (A história do novo sobrenome, Elena Ferrante) O que nasceu primeiro em mim? A percepção das cores, dos sons, dos cheiros, ou afundar com a ponta do indicador os pequenos musgos no muro do quintal da minha vó? Eu era uma versão… Continuar lendo Esse filme não é um texto autobiográfico: qual o cheiro da sua vida?

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O Maranhense é, antes de tudo, um forte ou Poema do Mearim:o rio que me atravessa

Um céu que escorre na vista como se fosse um rioAcolá, uma nuvem que banha, esparrosa e nua. uma lua com sotaque caipira Nas bordas, as folhas dum poema de Whitman que diz:"O Captain! My Captain!" Mas aqui nada morreNo Maranhão a gente resiste,mais duros que o chão vermelho, atravessando as fissuras.E todo final de… Continuar lendo O Maranhense é, antes de tudo, um forte ou Poema do Mearim:o rio que me atravessa

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Sociedade Literária dos girassóis, rosas mortas, todos os Caetanos e grãos de café

"Aquele que considera" a saudadeUma mera contraluz que vemDo que deixou pra trásNão, esse só desfaz o signoE a "rosa também"Jenipapo Absoluto, Caetano Veloso Olívia, não é que não haja alguém  com quem eu possa conversar, mas foram sete anos juntas e já dispensávamos um tanto de coisas. Esse é o grande trabalho da intimidade… Continuar lendo Sociedade Literária dos girassóis, rosas mortas, todos os Caetanos e grãos de café